Desmistificando o HIV e a Aids

Desmistificando o HIV e a Aids 

A Aids não é doença, não está relacionada à sexualidade e gênero e não ficou esquecida nos anos 80 e 90. Grandes nomes da música e cultura brasileira lutaram contra a Aids, como Cazuza, Renato Russo e Caio Fernando de Abreu. Segundo a UNAIDS, cerca de 1,1 milhão de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS, em 2019. 

 

O que é HIV e Aids? 

O HIV é a sigla em inglês que significa vírus da imunodeficiência adquirida, que é um tipo de retrovírus que ataca as células do sistema imunológico, mais especificamente os glóbulos brancos, responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, como bactérias, fungos, e claro, os vírus. Quando o HIV entra na circulação sanguínea, altera o DNA dos linfócitos para que possa se multiplicar. 

Quando uma pessoa portadora do vírus HIV não se trata, ela então desenvolve a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), que é responsável por inúmeras doenças que são provocadas pela perda da capacidade de combate do sistema imunológico.  

 

Quais as principais doenças que a Aids causa? 

As principais doenças associadas à Aids são respiratórias, como a pneumonia e a tuberculose, além de insuficiência renal, doenças de pele, doenças infecciosas, doenças cardíacas, tumores e cânceres. 

 

Como ocorre a transmissão? 

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão do HIV se dá principalmente pelas relações sexuais sem preservativo, seja pelo sexo vaginal, anal, ou oral. O compartilhamento de seringas, bem como a transfusão de sangue contaminado também são causadores do vírus, e a contaminação pode ocorrer também no momento da gestação ou no período pós-gravidez, seja no nascimento da criança ou na amamentação.

 

 Como não ocorre a transmissão? 

Há muitos mitos sobre as formas de contaminação com a doença, e segundo o Ministério da Saúde não são formas de contágio práticas como o sexo com camisinha, doação de sangue, disseminação do vírus pelo ar, masturbação a dois, beijo no rosto ou boca, suor, lágrima, picada de mosquito, aperto de mão, abraço, compartilhamento de sabonete, lençóis, toalhas, talheres, copos, piscina e banheiro. 

 

Como é diagnosticado o HIV? 

O diagnóstico é feito a partir da coleta de sangue ou fluido oral. O quanto antes é realizado o diagnóstico, maiores são as chances da não proliferação da Aids (complicações do HIV) e/ou do contágio para outras pessoas. 

 

Como tratar? 

Segundo o Ministério da Saúde, os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico e torna maiores as chances do paciente se tornar indetectável, ou seja, a possibilidade de contágio é quase zero. Por isso, o uso diário é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas.